Não tive muitos momentos destinados a pensar positivamente desde 1993. Eu sempre pensei no pior pra depois imaginar o final feliz. Na maioria das vezes nem sequer cheguei a imaginar o final feliz. Mas, por hoje, tenho que admitir que a vida não é tão ruim. Ela é boa. O que faz da vida um inferno são as decisões que tomamos. Que novidade, não? Eu sei que você já ouviu isso pelo menos 20 vezes por ano, ou até mais. A questão é que só ouvir não adianta muita coisa. Você experimenta e vê que é real. Mas, não tem coragem de tentar uma segunda vez, porque às vezes coisas boas pedem uma certa dose de coragem a mais, e convenhamos, é bem mais fácil conviver com a rotina quando se está dentro, amarrado, à sua zona de conforto. Eu sei, eu sou assim. Existe um seriado de tv americano que aborda o fato de estarmos todos ligados, amarrados por uma corda, que corre e desenrola os fatos. Você nasceu, e então, bom, é melhor estar preparado pra conhecer milhões de pessoas, viver milhões de coisas e presenciar milhões de imagens, cores, sons e aromas, odores também, é bem provável. Se você já teve um déjà vu sabe como é sentir que o mundo tem uma conexão extra de fatos, ou talvez tenha se sentido como um ser além do normal, com poderes e inteligência além, até o momento que sua mãe lhe joga na cara que esse comportamento é mais comum do que você imaginava. Bom, você vai descobrir que até o cara mais idiota da sua classe, aquele que tira a meleca do nariz e come, também passa por isso. Meu déficit de atenção é grande, já deve ter dado pra reparar que já mudei de assunto e já estou em outro questionamento. Esqueçam o Déjà vu, pelo menos por enquanto. Voltemos ao pensamento positivo. Hoje acordei e desejei ter um bom dia, só pra variar um pouco a cota de stress. Desejei que não gritaria com ninguém, nem tiraria a faca da cozinha do lugar pra cometer um homicídio. Não, não é verdade. Eu só desejei que pensamentos ruins, sentimentos antigos, até mesmo, aquele tédio não me perturbassem. Resumindo: “Olá dia, espero que seja bom, você será bom e eu serei feliz, obrigada ”. Foi assim. Não teve muita graça até agora, até porque eu estarei sempre me fodendo pra sua vida, principalmente se ela for infeliz. Mas, o caso é que no fundo todos nascemos pro amor, e pra compaixão, e pra se fuder. Enfim, sua vida não é ruim, e se não aconteceu nada de bom ainda, você provavelmente deve estar sentando com a bunda amassada em uma poltrona 'confortável' compartilhando links depressivos em redes sociais. Sua vida é maravilhosa, sempre vai ser. Você é maravilhoso, sim. Então se puder pensar positivo, se puder se levantar, se puder ainda raciocinar no meio de toda essa fumaça. Bom, se ainda conseguir ser alguém, faça sua vida valer a pena. Faça com que as pessoas ao redor te achem insuportavelmente feliz, e talvez, queiram se tornar uma de você, nem que seja pra testar a sensação. A vida não é uma merda, você é. Infelizmente é você, eu e o colega que tira meleca do nariz e come, quem decide o que vai acontecer daqui pra frente. Seja honesto com você, comigo e com nosso amigo da meleca. Se puder ser feliz, seja. No fundo, é melhor sorrir do que sentir o peito cheio de ódio.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Oi.
Essa é mais uma daquelas cartas que nunca chegaram até você. Mais uma jogada entre milhares na caixa azul na última gaveta do armário. Mais uma história mal contada de drinques e mais drinques que bebi enquanto você estava tão distante de mim. Espero que essa, ao menos essa, chegue até você. Espero que não se perca no mesmo labirinto de medo na qual as outras se encontram. Não quero jogar as cartas da minha falta de coragem, um pouco de orgulho é o que preciso agora.
Quantas noites de sono já perdi imaginando seu rosto, bom, já nem sei quantas mais. Me perdoem os clichês, mas eu te amei do jeito mais intenso. Te amei da forma mais insana e extraordinária. Que merda, tenho que confessar, eu ainda amo. Já era o orgulho. Eu imaginei o dia em que nossos lábios se tocariam de novo, imitando todos os milhares de sonhos que tive. Tão doce, tão... tão você. Eu não menti quando disse que estar ao seu lado era tudo que eu queria. Não menti quando disse que precisava de você pra viver. Não menti quando disse o quanto odiava o fato de não conseguir ser egoísta ao seu lado. Eu não sou um profissional do amor, nem ao menos sei o que fazer com o sentimento. Eu tenho tanto medo de amar, bom, eu tinha. Fugi por tantos dias, inventei histórias de amor, me apaixonei sem me apaixonar. Eu não queria que soubesse que estava tão submisso. Eu odeio ser tão pequeno, tão desprezível. Odeio o fato de te amar mais que a mim mesmo. Por isso eu fiz minhas malas e parti pra um mundo onde o amor não existe. Toda aquela droga, todos os drinques, todos os cortes. Eles não foram suficientes.
Eu te fiz sofrer. Eu sofri.
E é por isso que eu me apago da sua memória, me apago dos seus sentimentos e me transformo num grão de poeira. Tenho dois ou três minutos antes de apagar.
Resumindo, eu te amo, além.
Mas agora, não amo nem a mim. Não há como amar estando morto.
Adeus, queri ........
Essa é mais uma daquelas cartas que nunca chegaram até você. Mais uma jogada entre milhares na caixa azul na última gaveta do armário. Mais uma história mal contada de drinques e mais drinques que bebi enquanto você estava tão distante de mim. Espero que essa, ao menos essa, chegue até você. Espero que não se perca no mesmo labirinto de medo na qual as outras se encontram. Não quero jogar as cartas da minha falta de coragem, um pouco de orgulho é o que preciso agora.
Quantas noites de sono já perdi imaginando seu rosto, bom, já nem sei quantas mais. Me perdoem os clichês, mas eu te amei do jeito mais intenso. Te amei da forma mais insana e extraordinária. Que merda, tenho que confessar, eu ainda amo. Já era o orgulho. Eu imaginei o dia em que nossos lábios se tocariam de novo, imitando todos os milhares de sonhos que tive. Tão doce, tão... tão você. Eu não menti quando disse que estar ao seu lado era tudo que eu queria. Não menti quando disse que precisava de você pra viver. Não menti quando disse o quanto odiava o fato de não conseguir ser egoísta ao seu lado. Eu não sou um profissional do amor, nem ao menos sei o que fazer com o sentimento. Eu tenho tanto medo de amar, bom, eu tinha. Fugi por tantos dias, inventei histórias de amor, me apaixonei sem me apaixonar. Eu não queria que soubesse que estava tão submisso. Eu odeio ser tão pequeno, tão desprezível. Odeio o fato de te amar mais que a mim mesmo. Por isso eu fiz minhas malas e parti pra um mundo onde o amor não existe. Toda aquela droga, todos os drinques, todos os cortes. Eles não foram suficientes.
Eu te fiz sofrer. Eu sofri.
E é por isso que eu me apago da sua memória, me apago dos seus sentimentos e me transformo num grão de poeira. Tenho dois ou três minutos antes de apagar.
Resumindo, eu te amo, além.
Mas agora, não amo nem a mim. Não há como amar estando morto.
Adeus, queri ........
sábado, 30 de junho de 2012
Vermelho é a cor do sangue
Inferno? Se ele não tiver cheiro de café e gosto de mesmice até não seria tão difícil de engolir. Se isso, que vivo todos os dias, essa desgraça abundante, não é um inferno, deve ser realmente pavoroso lá. Ou, talvez, nem tenha graça, talvez aqui seja bem pior. Desisti de pensar em sonhos impossíveis e comecei a comprar moletons mais confortáveis. Parei de pensar no próximo que não existe, no irmão que nunca me deu a mão e na família que me destrói os dois lados do cerebro. O inferno me parece doce. Meus lençóis já estão amarelos de degosto e a luminária não ilumina mais do que uma vela de primeira comunhão. Onde estão os doces, os suspiros e sonhos, em ambos os sentidos? Prometo parar de questionar, já me disseram o quão absurdo soa quando me derreto no meu próprio inferno interno. Dizem que boas almas sofrem mais, bom, se for assim, talvez eu tenha os dois pés no céu, ou meio corpo queimado no inferno. Se é que há.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Diga que me ama, só que não.
Vou falar de amor, adoro um clichê. Amor. Oh, amor. O amor fala por si só. Se necessário fosse explicar e parafrasear estaríamos todos com os pescoços cortados. Não creio que exista alguém corajoso o suficiente pra assumir cada detalhe do amor. O amor é maior e mais sereno do que pensam, não é, nunca foi ou será, mamão com açúcar, muito menos, bobagem. Se o mundo contemplasse o amor como contemplam a outros 'deuses', talvez 'demônios, o mundo seria menos hipócrita e cinzento. Ninguém, nem ao menos, se ama tão intensamente quanto deveria. O amor começa no egoísmo, você tem que se amar primeiro. Ai vem um bonito e diz que se ama tanto que não precisa de complemento. Tá! Isso não é se amar, isso é se preservar, isso é ser covarde o suficiente pra nunca pisar meio dedo mindinho fora da sua zona de conforto. Quando você se ama tem a capacidade de deixar que outros desfrutem da sensação de ser amados. O amor não foi feito pra um, foi feito pra no mínimo dois, ou três, isso vai depender da sua cultura. E quanto ao ódio gratuito? Aquele que você sente por alguém que nem ao menos conhece? Já pensou em substituir por amor gratuito? Seria interessante ver toda a gente se amando sem preconceito algum. Mas eu, que não sou uma amante do amor, é óbvio que me desprezo um pouco mais, demoraria certo tempo pra entender. Visão crítica não vale, não tem essência.
Cadê o pub irlandês?
Eu não pertenço a esse lugar, não pertenço a lugar nenhum. Já se sentiu um completo estranho pagando aluguel no ninho dos outros? Eu me sinto assim quase sempre. Eu pelo menos não pago aluguel. Se essa realidade não se encaixa no meu perfil obsoleto de verdade porque cargas d'água me jogaram justamente nesse mundo de loucos? Cadê o sentido dessa rotação extraordinária de fatos que nunca cessam? Será que o louco aqui sou eu? Já me cansei de questionar o nada. O mundo não está disposto a parar pra dar explicações a um mero indigente desproporcional. Digo desproporcional pelo fato da forma física, eu nunca caibo em nenhum rastro de sombra. Comprarei uma nuvem, talvez. São sei lá quantos bilhões de humanos rastejantes e não há sequer um único pedestre que saiba contar histórias sobre um universo paralelo. Eu vejo o consumismo e penso em coisas absurdas. Ser sustentável num mundo de tendências bipolares é o mesmo que ser mudo no mundo dos tagarelas. Ou você se encaixa ou, sei lá, vai continuar tudo na mesma, mas você vai sofrer um bocado pra tentar pagar com gentileza um segundo de ar fresco. Se você parar pra pensar no fato de que ser único não muda nada, bom, isso tem sentido, não vale.
Pouca merda, é muita bobagem.
Pouca merda é bobagem. Se for pra fazer algo errado, de maneira consciente, que seja da pior forma possível. Essa é uma ótima maneira de se começar uma descrição, até porque essa coisa de se descrever já saiu de moda e contexto. Se é que um dia já fez parte do contexto. Enfim, pouca merda é bobagem. Discretamente, faça do seu caminho um amontoado de péssimas decisões, acrescente ironia e desprezo, e sente-se por cima de toda aquela merda. Perfeito! Agora dá pra começar uma vida nova de verdade. Estar, literalmente, sentado na merda é a melhor visão de humildade que o ser humano pode ter. Começar pisando em cristais e diamantes não é puro, é egoísta. Ninguém sai da reabilitação cheirando a talco. Agora posso começar a limpar a bagunça e me sentir humana novamente, se é que um dia eu já tenha me sentido dessa forma.
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